UNNATURAL HISTORY – PILOT [1×01]

Olha, acredito que ando saudosista, porque uma novata serie do canal Cartoon Network, (sim esse mesmo, canal infantil, de desenhos), me pegou. Chama-se Unnatural History. Lembram aqueles livros da série vaga-lume? Repletos de mistérios, aventuras? Aquelas coisas bem típicas de adolescentes americanos que adoram correr perigo e salvar o mundo? Enfim, Unnatural History é mais ou menos assim. Num estilo Indiana Jones + Sherlock Holmes, a primeira investida do canal em um seriado juventil funcionou. Talvez os mistérios sejam grandes demais, talvez nosso herói seja herói demais, mas sabe, na verdade a série me pegou porque me levou diretamente ao anos 80, anos 90 tambem. Época de filmes como Os Goonies, Conta Comigo ou O Enigma da Pirâmide onde crianças eram crianças, adolescentes eram adolescentes e achávamos que íamos mudar o mundo ou ganhar o mundo. Hoje em dia o lema é ter fama, ser famoso, crianças e adolescentes se limitam a imitar pseudo celebridades e a aparência fala mais alto. Época altamente promiscua e fútil e de repente a gente se depara com uma produção leve, divertida, onde a mensagem é de lealdade, amizade. De crescimento e aprendizado. 2 jovens, 2 mundos diferentes e uma forte ligação de irmãos. E em meio a tudo isso aventuras divertidas e envolventes. Muitas habilidades do jovem Henry e conhecimentos e o melhor, é que tudo funciona bem. Parabéns ao cartoon por devolver momentos gloriosos da minha infância e adolescência. Por nos tirar da realidade atual ou do mundo difícil de adultos atual e nos levar pra um lugar onde as amizades são verdades, os sentimentos são sinceros, e o único interesse é ser amigo de verdade.

O texto abaixo não é meu, vou republicaálo porque foi tremendamente bem escrito e perfeito. Para ser mais fiel, seguem as mesmas fotos do texto devida a importância delas no texto. Não consegui falar com o autor para postar aqui mas espero que ele não se importe, caso ele não goste, retirarei imediatamente. O texto está no seguinte link:

http://seriadores.orgfree.com/?p=3592

escrito por Luciano Guaraldo do site Seriadores Anônimos. E vale a pena, porque foi tão bem escrito que tem até uma explicação sobre o protagonista da série e sua carreira. Leiam e apreciem uma bela escrita e domínio da arte de escrever ah e é claro, se puderem vejam Unnatural History, garanto que será uma hora de relaxamento e esquecimento do dia a dia atribulado e um retorno a bons momentos onde os sonhos eram épicos e a esperança conduzia nossas mentes. É meio que um retorno ao tempo áureos de nossa inocência…

Como se trata de uma série do Cartoon Network, começarei essa review com uma linda fábula infantil (spoiler alert: há uma moral muito construtiva e edificante no final).

Era uma vez uma linda criança gordinha chamada Kevin G. Schmidt. Kevin, como toda criança gordinha, era adorável e pais decidiram que ele servia para ser ator. Assim, ele foi escalado para o filme “Doze é Demais” – sim, aquele mesmo em que o Steve Martin e a Bonnie Hunt têm 52 filhos porque a TV da casa obviamente não funcionava.

Enfim, o tempo foi passando e Kevin nunca mais conseguiu repetir o sucesso. Enquanto isso, seus irmãos na ficção iam emendando trabalhos em seriados: “Smallville”, “Lizzie McGuire”, “Desperate Housewives”, “The Suite Life of Zack and Cody”.

Quando até a insossa da Piper Perabo conseguiu o papel de protagonista de “Covert Affairs”, Kevin decidiu dar um basta na situação. “O que eles têm que eu não tenho?”, pensou nosso herói. Resposta óbvia: boa forma. Sem querer se envolver em produções de caráter duvidoso como “Huge” e “Mike & Molly”, Kevin preferiu ceder à pressão de Hollywood e emagrecer.

Com um físico invejável e uma aparência de leading man, Kevin logo conseguiu um papel decente na televisão: o protagonista da primeira produção live-action do Cartoon Network, “Unnatural History”. Não é lá algo que vá ganhar o Emmy, mas é melhor que a geladeira – no caso, a geladeira que ele assaltava antes de dormir.

Moral da fábula: ser gordo não traz sucesso em Hollywood.

Mas chega de digressões e vamos a “Unnatural History”. Como se trata de uma produção do Cartoon Network, confesso que não esperava nada demais… Mas preciso dar o braço a torcer: é melhor do que esperava.

O personagem principal, Henry (Kevin G. Schmidt, o da fábula), é filho de um casal de aventureiros sem muita noção que viaja pelo mundo… Bem… Não fica muito claro porque eles viajam o mundo, mas eles não são importantes mesmo. O fato é que viajam, e Henry costumava viajar junto com eles. Mas nós não vamos nada ver disso, pois a história começa com Henry no Butão (sem trocadilhos) como aprendiz de monge budista.

Mas, como filho de aventureiro, aventureirinho é, Henry não é muito adepto do estilo de introspecção e reflexão exigido pelos monges, e acaba se envolvendo em altas confusões [/locutor de “Sessão da Tarde”]. Os pais dele vão buscá-lo, dão um sermão meio vazio (oi, vocês nem estão criando seu próprio filho, se toquem) e acabam despachando o garoto para Washington, DC. Na cerne da política norte-americana, o menino vai morar com seu tio Bryan (Martin Donovan, de “Weeds”), e com o primo Jasper (Jordan Gavaris, de “Degrassi”).

Como Kevin é só um garoto, precisa ir à escola, claro. Mas ele foi criado em um templo budista, então não entende muito bem o conceito de colégio. Também não colabora o fato do colégio em que Jasper estuda ser anexado a um museu (oi, quê?) e os alunos precisarem trabalhar no museu como parte de um programa de ensino (oi, quê?²), mas enfim…

O primeiro episódio gira em torno da morte do padrinho de Henry, um velho que, por uma dessas coincidências que só acontecem na TV, era curador do museu-escola – e eu nem falei que Bryan é diretor da escola-museu, o que torna a coincidência ainda maior. Voltemos à morte do padrinho…

Fato #1: apesar do velho ter, tipo, 200 anos, Henry diz que ele tinha uma saúde de ferro – ele escalou o monte Everest no ano passado ou algo do tipo – e que não teria um infarto do nada (porque, você sabe, infarto sempre avisa com antecedência que está chegando).

Fato #2: o velho mandou uma carta para Henry dizendo que tinha feito uma descoberta muito, muito, muito, muito, muito importante (mas morreu sem contar o que era, claro). E Henry acredita que ele só usaria tantos “muito” se fosse algo realmente importante. E vilões de verdade são capazes de qualquer coisa para conseguir descobertas realmente importantes.

Somando os dois fatos, Henry conclui que o padrinho foi assassinado (sim, um assassinato em uma série infantil do Cartoon Network, eu também fiquei pasmo). Como criança criada na selva e sem muita noção do perigo, Henry decide investigar o assassinato, e leva com ele o primo Jasper, que não topa muito, não, porque os dois têm um passado de conflitos e porque Jasper NÃO FOI CRIADO NA SELVA E TEM ALGUMA NOÇÃO DE PERIGO.

Para ajudar na investigação, eles contam com a ajuda da bela Maggie Winnock (Italia Ricci, de “Aaron Stone”), que, além de bela, é inteligentíssima e sabe tudo sobre pássaros e sobre a história dos Estados Unidos e sobre tudo mais que existe no mundo – e, possivelmente, sobre o que não existe também.

Para dar um drama mais adolescente à trama, Jasper é apaixonado por Maggie (bela e inteligente, quem não seria?), mas como bom nerd filho de diretor de uma escola-museu, tem vergonha de falar com ela.

Enfim, as suspeitas de Henry estavam certas e seu padrinho foi mesmo assassinado por vilões sem escrúpulos que queriam a descoberta muito, muito, muito importante. O jovem que, como eu já disse, não tem noção do perigo, decide que a melhor forma de desmascarar os vilões é encontrar por conta própria a descoberta.

Até chegarem lá, Henry e Jasper se deparam com zarabatanas envenenadas, ninjas que fazem parkour, submarinos naufragados e tesouros perdidos da história. Uma coisa meio “Indiana Jones” para adolescentes. No fim, descobre-se que o assassino do padrinho não era o suspeito do qual todos desconfiavam, mas a assistente do próprio velho (e sim, eu sei que não falei nada do suspeito e da assistente mas, acredite, o culpado é o que menos importa).

O fato é que o seriado cumpre bem a proposta de entretenimento e, mesmo sendo voltado para um público mais jovem, pode ser assistida perfeitamente por gente mais velha (tipo eu) sem nenhum constrangimento. As cenas de ação são bem feitas – Kevin G. Schmidt inclusive parece fazer boa parte de seus stunts –, o elenco tem boa química e, apesar do mistério do assassinato ser resolvido logo no piloto, o museu-escola em que todos trabalham parece guardar milhões de objetos misteriosos que devem render muito pano para manga. Henry, por exemplo, se depara com uma pedra que cresce sozinha (oi, quê?³). Mas isso fica para o próximo episódio…

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