GLEE – LARYNGITIS (1X18)

Você acha que só vai rir assistindo Glee? Ou pensa, ah vou ver Glee para dar uma relaxada, me desligar do mundo e rir um bocado. Sim, de fato, você vai rir muito, especialmente quando Sue soltar seu humor negro alfinetando algum Glee club. Mas te digo uma coisa, você não vai apenas rir… Em alguns momentos você irá ficar perplexo, atônico e emocionado, aliás quando Glee deixar você emocionado se prepare que alguma lágrima virá em seguida, senão vir, um sorriso sem duvida vai tomar seu rosto, dizendo, “obrigado”. Sabe por quê? Porque nesse momento a série das altas cordas vocais, alcançou o ponto mais alto que poderia alcançar, seu coração. Eu sei, eu vivo dizendo isso. Glee é divertida, irreverente, debochada e não seria Glee senão fosse assim, já são parte e essência da série, mas eu volto a repetir, quando Glee parte pro drama, ela atinge as notas mais altas, ela se supera, ela mostra que tem conteúdo, ela esfrega a vida na sua cara de outra maneira. E é ótimo se emocionar, melhor ainda é rir feito criança e ter a doce ilusão que tudo está bem e sempre ficará bem, problemas não existem. Mas Glee faz mais efeito, quando ela se apóia em todo o ladro dramático que pode oferecer, e aí meu amigo, não tem pra ninguém.

E foi assim, até certo momento, o 18º episódio, “Laryngitis” estava indo bem, divertindo, sem grandes pretensões. Eu já pensava numa forma de malhar Glee novamente por dar mais uma trama a Rachel, mais solos dela e de Finn e tudo aquilo que sempre questiono, mas dessa vez devo admitir, a trama da Rachel foi boa. Não por ela, ou por Finn ou o dilema de “ai meu Deus, não vou mais cantar” ou “ai meu Deus eu carrego nas costas os solos de Glee club porque vocês são preguiçosos”, e confesso, se você só isso, eu ia malhar muito o episódio. Mas essa questão “rachelana”, talvez tenha nos dado um dos maiores momentos da série. Não apenas pela bela e necessária bofetada que a vida deu na cara de Rachel mas também por Finn. Percebam o quanto ele evoluiu (não musicalmente falando) mas como pessoa mesmo. A idéia de apresentar o amigo paraplégico a Rachel surtiu efeito não apenas nela mas em nós.

Quantas vezes eu já não escrevi aqui dizendo que reclamamos disso, daquilo, que a vida não está boa e etc. E que as vezes mais reclamamos do que nos mexemos para fazer algo, certo? E então Glee aparece com um caso emocionante desses, mostrando a capacidade de um ser humano de recuperação, de aceitação, de humildade e enfim, de estar com tudo contra e continuar lutando, vivendo. Cara, foi lindo. Não há palavras pra isso. Só posso dizer o seguinte, algo que sempre penso quando estou desanimado ou com raiva do mundo: “cara você tem saúde, você anda, você respira, você tem tudo perfeitinho e então, Deus já está dando o necessário, saúde é um presente, tendo isso, o resto que você considera imperfeito, tem que correr atrás para conseguir”. E sabem, isso pode soar piegas, clichê, exagerado ou sei lá o que, mas é o que eu acredito e o ensinamento que ao menos a mim, me pareceu ser a proposta de Glee nesse episódio. O personagem amigo de Finn não era o foco ou o principal, nem seria desenvolvido sua trama, era apenas uma participação. Mas basta isso, foi suficiente.

Isso que escrevi até agora foi resultado da satisfação e emoção que esse episódios me causou. Rachel precisou achar em si mesma uma forma de lidar com a possível perda de sua voz e descobrir o que ela tem a oferecer, não apenas a ela mas aos outros, além do canto e enfim, devo concordar que ela me rendeu cenas boas nesse episódio. Ok admito quando Finn começou a cantar Jessie Girl e Rachel deu aquele estrelismo eu já estava pronto pra reclamar do episódio, porque eu não aguento mais tanta Rachel e tanto Finn, nem ando interessado no dilema amoroso de ambos, mas nesse episódio para termos a grande cena final, foi preciso usar os 2 personagens. Mas, para não perder o costume, pensei no que seria a performance final se Puck com sua vozerão estivesse cantando, ou mesmo Santana. Num episódio que tratou tanto de Rachel levar o glee sozinha como ela disse e ter todos os solos, talvez fosse a hora de dar solos aos demais, não apenas em aulas, mas nas músicas testes para as regionais. Essa é minha única queixa, assim como a voz de Rachel não me soou bem em Total Eclipse, em One também não foi aquelas coisas. Mas toda a emoção sentida, supera isso. Entao ok! Outra coisa, Rachel adora julgar os outros cantando, e dessa vez como professora teve que aprender que ensinar é também aprender, motivar e entender.

Adorei logo de cara o episódio começando com Puck e ele cortando o moicano. Pensei que seria uma história centrada nele e em Quinn, mas ele dando em cima de Mercedes foi ótimo. Melhor ainda ela sendo esperta e não caindo facilmente e quando decide cair, cai de forma digamos sabendo onde está se metendo. Tudo bem que a cena entre ela e Santana cantando discorda do que eu disse aqui sobre Mercedes ter sido racional e não ingênua, mas depois quando ela vê que Puck não toma jeito, ela decide sair das cherrios, dando uma boa lição indireta em Sue e de quebra dá um bom conselho a Puck. Adorei ele no episódio, torço para ver mais solos de Puck e ele se destacando mais e tendo sua historia desenvolvida. Duas coisas: Santana cantando, awesome!!!! Santana vai ganhando espaço na trama e na série. Ótimo isso! Posso dizer, melhor que Rachel ela cantando?? E Puck e sua perfomance, awesome^3, finalmente ele mostrou que precisa de mais espaço.

Outro ponto positivo foi Quinn e Mercedes. A série não esqueceu da ajuda de Quinn a Mercedes no episódio onde ela canta Beautiful e nos deu uma cena entre elas, onde ela explica a Quinn o lance com Puck. E Quinn melhor ainda, demonstra não estar nem um pouco envolvida com ele, embora tenhamos visto os 2 juntos ultimamente. Também finalmente descobrimos onde ela está morando, com Puck e a mãe dele. Mas aqui solto uma critica, porque não mostrar isso, não mostrar dificuldades entre os 2, mesmo não existindo uma relação? Aliás ela ir para a casa dele seria um momento ótimo que poderia ser retratado. Estou sentindo muita, mas muita falta de Quinn, de histórias para ela, dela cantando. Ela tem participado, tem ajudado mas em curtas cenas e em tramas dos outros e eu quero mais Quinn em Glee. Ela me parece perdida, triste e isolada e precisava ter isso desenvolvido e mostrado. Uma pena estarem esquecendo dela.

E Kurt outra vez nos emociona não é? Primeiro diverte bancando o machão, pegando Britany, aliás essa garota detona a cada episódio. Suas falas são ótimas, certeiras e nos fazem rir. E assim como Santana, ela só cresce na série. Falta apenas o japa e o moreno começarem e falar e terem tramas. E voltando a Kurt, toda vez que ele canta, é impossivel não achar ele a cara de musicais. Sabem aqueles filmes antigos de hollywood, onde o ator ou atriz principal canta em determinadas cenas, expressando seus sentimentos, o que passam naquele momento? Toda vez que vejo Kurt cantar, ele me remete a filmes antigos assim. E que voz tem esse garoto. Sobre a cena com o pai dele, só posso dizer, perfeito! Muito emocionante. Eu estava esperando aquele “eu te amo” no final da cena e veio. E a cena de Sue e Kurt, nada mais Sue do que isso. Ótimo.

Lindo episódio, apesar de Rachel e Finn fazerem o solo no final, apesar de mais tramas para os dois, a série aprendeu a dividir o tempo em tela dando espaço aos demais, entao não posso reclamar muito dessa vez. E mesmo não curtindo a voz de Rachel em One, a apresentação foi ótima, traduzida como amizade, todos se abraçando, irmãos e irmãs como dizia a letra, somos um, enfim.. A letra do U2 diz tudo, nao preciso me estender mais. Grande episódio.

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4 Comentários em “GLEE – LARYNGITIS (1X18)”

  1. JEAN Says:

    Oi, Marquinho!
    Pois é, aqui só se tem elogios sobre Glee, hehe. Como diz no início do post, vamos assistir para esquecer os problemas alheios, e dar umas belas risadas! Se bem que a série também apresenta casos dramáticos, como a gravidez da loirinha, que chega a ser expulsa de casa.
    E a audiência de Mercy foi como toda a série foi. Sem surpresa! Acho que não vai deixar saudades.

    Abraços!

    • markinseries Says:

      pois é glee é divertido e emociona tbem. nao tem um roteiro tao bom assim, tem certas falhas mas curto. mercy eu vi o piloto achei mais ou menos, mas com a audiencia q fazia era certo o cancelamento.

  2. João Says:

    poo… os seus resumos dos episódios de Glee, são legais e tal, só tem um problema, vc reclama demais sobre a Rachel e o Finn, e a crítica começa a ficar cansativa de se ler, vc reclamou dela quase todos os parágrafos!!! evite isso na próxima

    • markinseries Says:

      oi joao,
      poww valeu a observação. realmente cara, ela me irrita profundamente, mas vou tentar pegar leve e mais comentar os assuntos dela na serie do que reclamar deles. afinal nao ha como mudar isso ne.. mas obrigado pelo toque joao
      abraço


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