COLD CASE – JURISPRUDENCE (7X03) [Cold Case – The crossing 7×01]

Cold Case deve encerrar seu ciclo após 7 temporadas no ar, por isso, resolvi ver pelo menos os últimos episódios desta atual 7ª temporada. Estou bem atrasado, mas como sempre gostei da série, também gostaria de me “despedir” de Lilly Hush e Scotty Vallens. Acompanhei melhor a série até a temporada 5, devo ter visto corretamente a série das temporadas 1 a 3, talvez maior parte dos episódios. Já nas 4 e 5, pelo menos as finales eu vi e na 6 eu fiquei devendo. Para correr contra o tempo, revi a excelente e bela finale da temporada 5, onde uma mãe ex viciada em cocaína luta para provar e rever filho dado como morto num incêndio, alem disso era a 2ª participação de Bobby Cannavale na série e a música final do episódio não poderia ser melhor e mais linda, Far Away do Nickelback. Então vi a premiere da temporada 6 e mais alguns pingados episódios e vi a finale, ótima, sobre uma moça que entra numa academia militar até então masculina, ela é morta e a série esbarra em todo um sistema “legal” onde o criminoso joga Lilly Hush em seu carro de uma ponte. Ótima finale também. E então cheguei na temporada 7, boa premiere, o criminoso da finale anterior, consegue ficar em liberdade para o julgamento, o que deixa Lilly indignada e com um bom gancho para futuros acontecimentos, Lilly reconstrói uma relação com seu pai (pra ser sincero lembro pouco da relação com a mãe dela, mas pelo que lembro não era boa) , a premiere ainda foi toda romantica tendo um navio como cenário, uma história de amor e uma jovem tendo seus sonhos interrompidos, assim como um jovem ao nunca saber porque seu amor não foi ao seu encontro. O assassino? Um amiga invejosa e egoísta. Ok, não foi o ideal para assassino, mas foi um bom episódio e uma cena final humilde e especial com toda a equipe no navio e então cheguei ao episódios 3, da temporada 7, Jurisprudence. E fiquei impressionado, me lembrou os primeiros anos da série, e foi um episódio tocante e emocionante, especialmente a cena da morte da vítima, que gerou um incomodo ao vê-la, pois além de triste, foi fria e cruel.

O episódio mostra o jovem Alex sendo condenado a ir para uma prisão, ou uma espécie de reformatório e Scotty que na época trabalhava no ramo de narcóticos chega atrasado ao julgamento do rapaz, não conseguindo ajuda-lo. E a partir daí, devido a culpa que Scotty carregava, que aumentou ao descobrir a morte do rapaz, o episódio cresce e vai se tornando mais interessante.

O diretor do então reformatório não é o que parece, assim como o juiz, o qual deveria agir com jurisprudência, não é tão justo assim. Descobre-se através de canetas que jurisprudência tanto para o juiz quanto para o diretor são mais do que assunto legal ou de direito, ambos trocam favores e propinas em troca de benefícios próprios, quanto mais garotos forem enviados ao reformatório, mais o juiz ganha ($$$$) assim como o diretor, sejam garotos inocentes ou não. É o caso de Alex, que precisando de uma nova oportunidade vai parar no reformatório onde vive seus últimos dias de vida.

Lá dentro, o garoto descobre todas essas armações, assim como o dia a dia e a dura realidade lá dentro, a forma que são tratados não apenas por outros detentos mas pelos guardas, denominados “conselheiros”, o que acaba gerando ao rapaz uma série de brigas. Mas como um garoto sozinho e pobre conseguiria ir contra um sistema todo corrupto. Quando tudo se acentua, após uma discussão com um dos “conselheiros”, Alex pede ajuda a um ex detento, e hoje um instrutor, para fazer uma ligação. Ele liga para o juiz e exige que ele solte outro garoto, transfira outro garoto, que sofre violência lá dentro, o juiz se nega, mas o garoto ameaça ir a imprensa e é quando o diretor entra e vê tudo, e tenta impedir o garoto batendo nele e o sufocando. O resto vocês já sabem ou podem imaginar.

O interessante em Cold Case é eles conseguirem solucionarem esses casos antigos, juntarem as pistas e pegarem os culpados. Mais interessante ainda é ver sobre a hipocrisia que certas pessoas vivem, tendo um passado tão condenável, mas ainda assim vive, e o melhor é ver um dia, a justiça ser feita. Seria bom se isso funcionasse e fosse assim na vida real. O triste é que sejam solucionados ou não os casos, um inocente já pagou com a vida por eles. Alguém já se foi. NO caso foi preciso Alex morrer para descobrirem os podres do reformatório. Seria bom se fosse diferente, se vidas fossem salvas alem dos culpados serem presos. Acho que isso sempre foi o que mais me emocionou em Cold Case, ver anos depois como ficaram familiares e amigos das vitimas, após o luto. Assim como a vítima, emociona na maioria das vezes.

Esse episódio em especial, juntou 2 ramos do governo, judicial e policial. 2 lados que deveriam andar juntos e serem sempre o mais justo possível, especialmente na carreira jurídica, e nesse episodio tivemos um exemplo do quanto isso, quando feito errado e por pessoas de má fé, podem arruinar a vida de alguém. Assim como no episodio final da temporada 6, onde a moça morre, o culpado é acusado mas segue livre, devido a amizades entre o juiz e o chefe do departamento policial da Filadélfia.

Vimos Lilly atormentada ainda pelo homem que tentou mata-la estar solto, vimos o chefe de Lilly ameaçado pelo chefe geral, vimos Scotty lutando para fazer justiça, e um velho conhecido voltou, para alegria de Lilly, Saccardo está de volta e sem duvida fez o coração da detetive bater mais rápido e forte.

Gostei do episódio, lembrou os primeiros anos do seriado, onde os casos emocionavam mais e eu só gostaria que o canal CBS tivesse tido mais respeito com uma serie a 7 anos no ar, que se fossem cancelá-la, avisassem antes, para que pudessem fazer um final direito e digno. Não um final escrito para ser o final mas sem toda intensidade, porque deve ser atenuado, não responder as todas as questões ou finalizar a vida de cada personagem, pois poderá vir uma nova temporada. Não sou fã de CSI´s e dramas desse estilo, mas Cold Case tem um enorme diferencial, em termos de qualidade, tem o tempo a favor e as músicas da época dos assassinatos. Isso torna a série mais humana e emociona mais.

Por mais defeitos que percebemos na série, alem dos muitos apontados por críticos, como por exemplo, eles sempre conseguem resolver os casos, e as vezes um que me incomoda, que é a forma de persuasão final para arrancar a confissão da vitima, onde você percebe o que eles estão tentando fazer, e teoricamente isso deveria não ser tão perceptível, e pior, a vitima sempre cai nessa e confessa, mesmo quando eles “mentem” dizendo entender, ou que já passaram por isso. Seja como for, essa série totalmente mal aproveitada e esquecida pela CBS nas noites de domingo, as 22h mereceu seus 7 anos no ar e segue sendo sempre emocionante.

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