LIFE UNEXPECTED – HOME INSPECTED (1X02)

Eu disse no episódio piloto de Life Unexpected que havia gostado da série, mas nada fora do normal, não foi? Pois bem, acabei de ver o 2º episódio, e se ele pareceu estranho ate a metade, ele surpreendeu muito depois, aliás emocionou. A série, vem conseguindo mostrar diferentes realidades e visões a respeito do tema principal. Aborda bem as mudanças, os conflitos, as dificuldades e faz fluir bem o enredo. Home Inspected soube emocionar na medida certa e se antes os pais de Lux me incomodavam um pouco e pareciam personagens clichês, nesse episódio entendi o melhor do porque são assim e porque a série precisa disso. A fotografia de Portland continua linda, eles aproveitam muito a luz do sol, lindas ao amanhecer, no pôr do sol, alem de aproveitar bem o espaço urbano. A trilha sonora segue cativante, e como eu disse, é pura WB.

O episódio trata da inspeção da assistente social para determinar se Lux ficará com seus pais e como esperado, complicações aparecem no caminho. A questão de adaptação é fortemente e bem retratada nesse episódio, não apenas para Lux, mas especialmente para seus pais, que são mais “assustados” e “adolescentes” do que a própria Lux. E a série vai além mostrando a mudança de vida da menina ao se afastar de antigos amigos, namorado, fora a adaptação do noivo de Cate a tudo isso.

A inspeção na casa de Nathaniel não é um sucesso, a assistente social encontra coisas que não aprova, fora que o pai da menina passou a noite anterior bêbado e teve que se curar de uma ressaca rapidamente. Além disso ele deixa a menina dirigir seu carro, o que gera um atrito entre ele e Cate, quando ela o acusa de sabotar tudo não querendo assumir a paternidade e ficar com Lux. Interessante que em nenhum momento achei que ele fez algo de propósito, no fundo ele está assustado, não se sente preparado para algo no qual a vida determinou e ele precisa dar conta.

Com relação a Cate, ela está mais decidida a assumir o papel de mãe e tenta desesperadamente isso. Porém uma carta que é obrigada a ler no trabalho, dizendo que não tem filha alguma, acaba magoando Lux. E sua relação com Ryan também passa por mudanças quando ele diz que tudo mudou de repente, que ele não estava preparado para tudo isso, mas que mesmo assim que Lux na vida deles, mesmo Cate tendo tomado as decisões sozinha, sem falar com ele. Ela o indagou sobre a carta lida onde ela pediu apoio a ele e ele não disse nada, então ele diz que quando ela decidiu ficar com Lux ela também não pediu a opinião dele. Situação delicada, porque teoricamente ela não deveria pedir nada a ele sobre isso, por outro lado é com ele que ela vai casar, então ao menos uma conversa sobre, ajudaria. E é lógico se ele a ama não pediria nunca para ela desistir da menina.

Quando Cate acusa Nath de sabotar tudo, é interessante como Lux o defende e diz que ela também não quer em sua vida, pois ela ouviu a declaração no rádio. A verdade é que todos estão assustados, eles não a viram crescer, não sabem tudo que ela passou e é claro, há um sentimento de culpa por a terem abandonado e eles não tiveram tempo de se tornarem pais, não fizeram isso, não trocaram suas fraldas, não amamentaram, não cuidaram dela quando doente, não ficaram sem dormir com ela chorando a noite toda, enfim, não foram pais, não sabem nada sobre ser pai, e estão tendo que aprender tudo do dia para a noite, então essa adaptação levará tempo, para todos.

Alem do universo dos pais, a serie trás amigos de Lux, alias uma amiga em especial, que conhece Lux desde os 7 anos, e desde então estão juntas. E o plano delas era a emancipação e irem morar juntas com os namorados, Gavin e Bug. Interessante e bem abordado o sentimento de perda da amiga de Lux, Tash. Lux encontrou uma família e ela perdeu sua “família”, pois antes, os 4 eram tudo que eles tinham e é normal Tash se sentir assim, com um certo ciúme ou uma “inveja” no bom sentido da amiga ter conseguido algo que ela deseja, mas amigo de verdade, ficaria feliz pelo amigo ter conseguido algo tão valioso assim. E no final, após desentendimentos, Tash aprende isso numa conversa bem comovente e uma das mais tocantes do episódio, quando conversa com Cate e ambas falam de seus medos, perdas e do valor do que Lux encontrou. Acho que isso deu uma visão melhor a Cate da importância do seu papel como mãe.

E Nath, após uma dura do seu amigo, caiu na real e decidiu agir como adulto, tentar ser o pai que a menina precisa. Ele procura Cate, conversam, em outra cena comovente e decidem ir atrás da assistente social e lutar pela guarda da menina. Eles conseguem mas por enquanto apenas Cate ficará com a guarda, o que visivelmente deixa Nath triste e Lux percebe isso. Lux ganha um quarto, numa bela cena com Ryan, onde ele fala das dificuldades de Cate em ser mãe, mas que não foi fácil para ele ficar na vida dela, ter espaço na vida dela, e agora ela esta dando espaço para ambos, Lux e Ryan.

Bom, episódio que em diversos momentos encheu meus olhos com lagrimas, cenas envolventes, comoventes. A principio a aparição dos amigos de Lux que considerei ruim, no final rendeu uma ótima historia, os pais de Lux que pareciam clichês, agora percebo que não há como ser diferente, pois são duas pessoas que optaram por não serem pais na época, devido a idade deles e outras questões, mas que lutam para se tornarem hoje, que lutam para finalmente crescerem juntos, virarem adultos, com suas perdas, ganhos, responsabilidades e como Cate bem disse a assistente social, “nós não somos perfeitos, nós estamos aprendendo, mas será que somos tão ruins assim, piores que os 7 lares adotivos pelos quais ela passou, sendo que temos algo que podemos dar a ela, amor”. Lindo não é ? E o que Tash diz a Cate foi lindo, Cate se desculpa por ter roubado Lux dela, e Tash diz, não não se desculpe, e mesmo que você não seja tão pior quanto as pessoas que a adotaram você tem algo que eles nunca tiveram, nem as pessoas que possam amá-la e a querer a seu lado, irão ter, você é a mãe dela! Não preciso dizer mais nada não é, já vi que essa série será um aprendizado e várias lições de vida a cada episódio pois em nossa jornada, não é fácil se tornar um adulto.

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