THE DEEP END – PILOT (1X01)

E a ABC estreou uma nova série esse ano, The Deep End, nas noites de quintas, no lugar de Flashforward enquanto esta fica em hiato. E para ser honesto simpatizei com a série, gostei dos personagens, das histórias, e me envolvi com certos personagens. A critica não foi boa, de fato, a série tem seus clichês, e o principal fator contra foi sua audiência, uma estréia modesta, e um 2º episódio com audiência em queda e ruim, provavelmente a série seja cancelada e nem tenha todos os seus episódios exibidos, porem já estou acostumado a gostar de séries e logo vê-las canceladas, mas mesmo assim pelo menos o 1º episódio me agradou bastante. Andy, personagem de Tina Majorino, é até um peronsagem cativante e divertido, Matt Long com seu Dylan também me agradou, típico personagem que você torce a favor, Liam já e o típico galinha serial, e Beth ainda não me convenceu mas abordou questões éticas interessantes. Honestamente, a série me lembrou o início de Grey´s Anatomy, não sou um fã de Grey´s, vivo abandonando a série, ainda não me animei a ver seus 2 episódios desse ano, mas Deep End, como já foi descrita na internet, é uma série sobre advogados recém formados entrando no mercado de trabalho, uma espécie de Grey´s mas no ramo do Direito. E o episódio piloto me agradou, estou na espera do 2º, vamos ver se vai me interessar mesmo ou não.

Bom como já dito, todas as criticas que li aqui no Brasil e fora, foram péssimas, e eu como sempre sou do contra né, o que todo mundo gosta como Lost, Grey´s Anatomy eu não curto tanto, e o que povo odeia, eu gosta. Mas The Deep End realmente tem seus sérios problemas, são muitos clichês, realmente o personagem e ator Billy Zane não convencem, seu drama com a esposa, também sócia da firma, não foi nada original e acho que a personagem mais mal desenvolvida foi Beth, realmente não consegui entender o excesso de coisas.

Primeiro vamos a Cliff, personagem de Billy Zane e sua esposa, Susan. Cliff é o típico advogado sem escrúpulos e ambicioso, se importando nem um pouco com seus clientes. Com a volta de Hart a empresa, começa uma série disputa de poder, onde Hart aparentemente bebe de uma fonte que Cliff nem se quer conhece, integridade e honestidade e no meio disso tudo, há Susan, que não sei porque ainda ajuda o marido infiel. Mas embora tenha ficado evidente a disputa entre os 2, já com relação a Susan, a série não conseguiu deixar claro qual é a dela de verdade. Ou eu não percebi. Mas com tantas criticas a série, talvez o defeito tenha sido do piloto mesmo.

Liam, o personagem mulherengo, que deveria ser divertido, não chega a tanto. Ele tem lá seus momentos de crise “existencial” e quando tenta ser “sério” e evitar uma cliente, ela é mais atirada do que ele, e logicamente ele não consegue. Mas até aqui foi o menos interessante, dos 4 novos advogados da firma.

Já Andy tem seu jeito toda atrapalhada, é perfeccionista, mas daquele tipo que abraça varias coisas ao mesmo tempo e por isso entra em enrascadas devido a não dar conta de tudo. No final o velho clichê onde ela após toda sua inibição e falta de coragem, consegue dar uma resposta na lata a Susan mostrando que tem algum “brio”, o que Susan achou convincente e bom.

Beth como já disse foi um personagem que foi abordado em vários focos. Dilemas éticos, algo interessante a ser acrescentado numa série que aborda o crescimento profissional dessa carreira, mas tem ao seu desfavor, o fato de ter uma família desse ramo, e certas regalias devido a isso, mesmo tendo um pai altamente critico. No caso que ela pegou que envolveu um pouco de sua consciência, ou ela fazia a coisa certa ou fazia a coisa certa (no caso errada) para a empresa. Seria algo interessante se talvez a série abordasse algo mais forte e impactante, mas nesse caso, quando Beth cede a pressão da empresa e se sente “meio” mal por isso, não chegou a impressionar. Mas foi algo bom a ser abordado, pois quantas vezes as pessoas não vivem esses dilemas, fazer o certo ou fazer o errado, uma vez que precisão do emprego, e por necessidade se obrigam a agir de forma que jamais pensaram nem gostariam.

E Dylan, o protagonista da série, foi o que mais me agradou. Pegou um caso como cobaia, e se saiu bem. O interessante aqui foi ver a forma que a empresa o usou, para prejudicá-lo e ele inocentemente não percebeu, e mesmo assim fez o certo, não se perdeu no caminho como Beth e ainda desafiou Cliff. Por mais difícil que seja na vida real, especialmente no ramo jurídico, agir como Dylan, foi um bom exemplo do que se deve fazer. Ele arriscou, podia ter perdido mas dessa vez foi bem. Personagem bem cativante, e mesmo o caso jurídico dele não chegando a emocionar tanto, valeu o desempenho da eterna Andy de Dawson´s Creek, Meredith Monroe que participou da série. Ainda temos Rowdy como mentor de Dylan, inicialmente meio corrompido por Cliff, mas no final, coloca a mão na consciência e age diferente. Ah gostei do par romântico dele (embora tudo rápido demais), a bela Rachelle LeFevre, embora não saiba se ela permanece na série ou não, já que foi anunciada como “guest cast”.

Enfim, vários clichês certo? Os casos jurídicos não foram tão fortes e emocionantes, e acredito que a série precisara de casos muito fortes para impressionar o publico, mas com 4 personagens não sei não se isso será possível de pelo menos ter tempo para uma delas ser mais forte que as outras 3. Como eu já disse, as criticas foram negativas, o pessoal apontou todos os defeitos possíveis, eu inclusive falei mais negativamente do que forma positiva, porem mesmo assim eu gostei. Não irá se tornar minha série favorita, mas me deu vontade de continuar vendo. Afinal gosto é gosto não é, o que vi o pessoal falando mal de Deep End, eu tenho a mesma impressão de Grey´s Anatomy. Lógico que já me emocionei muito com Grey´s, mas mesmo assim não consigo dar créditos a série e considera-la uma grande série, pra mim é apenas mais uma, e bem novelão. Mas é gosto né, quem for fã de Grey´s vai odiar o que disse, da mesma forma que não gosto quando falam mal de Everwood, mas é gosto, cada um tem o seu. E Deep End, com seus defeitos, seus poucos acertos, me agradou. Gostei de rever Matt Long ( de Jack & Bobby) e Leah Pipes (de Life is Wild) e eu acho que se o roteiro de Deep End for mais aprimorado, se souber usar de emoção, de casos que nos façam pensar e mais ainda, abordar temas éticos referentes a essa profissão, como tentou superficialmente nesse primeiro episódio, quem sabe ela até reverta tais criticas, mas o problema é que talvez nem tenha tempo para se encontrar e se acertar, já que com tal audiência, seus dias estão contados na tv.

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