GLEE – HAIROGRAFY (1X11)

A essa altura do campeonato, eu já nem estou exigindo mais episódios espetaculares de Glee toda semana, pois o envolvimento com cada personagem já é tanto que eu fico curioso sobre o rumo de suas histórias na série, que por vezes isso se torna suficiente para aproveitar cada episódio. O 11º episódio da série, Hairography, pode não ter sido na altura dos excelentes últimos 4 episódios mas deu uma ótima continuidade a trama, teve momentos engraçados assim como outros bem sensíveis. E o resultado final, mais um bom episódio, mostrando que a série está num pique excelente. Se aprenderam com os pequenos erros dos primeiros episódios após o piloto e se escutaram o pedido dos fãs de dar voz aos demais personagens, não sei garantir mas tudo indica que sim e graças a essa nova visão, a série cresce e melhora a cada episódio.

Novamente um episódio envolvendo o dilema de Quinn e sua gravidez, que vai envolvendo outros personagens na série. A mulher de Will voltou a aparecer e continua junto a sua irmã cercando Quinn, e após a decisão da menina em ficar com o bebê ela arma com sua irmã para Quinn ficar de babá dos seus sobrinhos acreditando que isso faria a desistir de seu bebê. Mas o tiro não funcionou, Quinn em meio a outra armação, consegue junto a Puck cuidar muito bem dos meninos hiperativos e assim faz o que a irmã de Terri nunca conseguiu fazer, ser mãe. Mas pra azar de Quinn não foi a armação da mulher de Will que a fez voltar atrás e desistir do bebê, mas a sua própria armação que revelou a ela os verdadeiros defeitos de Puck. E se nós como ela já estávamos acreditando num lado melhor do bad boy, voltamos a vê-lo como um canalha, ou melhor nem tão canalha, mas alguém que ainda precisa amadurecer muito. Se ele já adquiriu a consciência de ser um bom pai, ainda tem muito a aprender para ser um bom marido ou namorado.

Interessante ao menos a mim foi que mesmo Quinn enganando Finn mais uma vez, eu ainda me compadeço do seu drama, e após ver a atitude de Puck com a “amiga” de Quinn, entendo ainda mais o fato dela escolher Finn para pai da criança. É lógico que quando ele descobrir, talvez nem olhe mais para a cara dela, mesmo assim, ainda entendo a dor dela. E olha que ela jogou sujo ao usar ate mesmo Rachel para descobrir se fez a escolha certa ao optar por Finn e não Puck. É óbvio que não é certo brincar com os sentimentos dos outros, muito menos enganar a tal ponto e fazer uma armação para escolher entre duas pessoas. Quando Finn descobrir, pense a dor que ele sentirá ao saber que foi enganado duas vezes, uma por não ser o pai e outra por nunca se achar bom o suficiente para Quinn quando ela o considera imaturo. Alem disso tem toda a dor que ele vem carregando por essa gravidez inesperada que ele nem devia se quer estar passando, poir não tem nada a ver com ele. Como disse, eu entendo Quinn, mas sei que ela vai pagar bem caro por tantas escolhas mal feitas. Não há amor que resista a mentiras e omissões. O pior em se mentir, é que nem sempre a mentira machuca tanto ou mais, do que a verdade por trás dela. Quando se escolhe mentir é porque há algo que vai machucar muito se for revelado e a dor de uma mentira acompanhada da verdade na maior parte das vezes nenhum coração perdoa. Confiança não se adquire do dia pra noite, leva tempo, mas perder a confiança em alguém não precisa de tempo para isso, numa única mentira, pode ser perdida pra sempre. Então o caminho não é não mentir, é apenas não fazer coisas erradas que necessitem de uma mentira. Portanto acredito que o mais difícil para um ser humano não é perder o hábito de usar de mentiras, mas sim perder os hábitos que os levam as mentiras.

Sue voltou a aparecer e após nos comover anteriormente com sua irmã com síndrome de down, nesse episodio voltou a nos irritar com suas maldades. Ou seja, ela ainda continua querendo sabotar o glee club. No final temos a confirmação disso, ao ela procurar duas outras equipes concorrentes e revelar as músicas do glee e dizer a eles, que as usem, para que pareça que o glee club fez uma cópia. Sue, sue, porque tanta maldade no coração?

Devido a armação de Quinn para sair com Puck, ela pediu a Kurt que usasse Rachel para torná-la atraente a Finn. Com isso Rachel é mais uma vez enganada, porem descobre tudo e dá uma boa bronca em Kurt. Este, fez sem saber das reais intenções de Quinn, mas também porque possuía suas próprias intenções, já que ele gosta de Finn. Ao final os 2 percebem que no momento não possuem chances com Finn. Na verdade Rachel tem e sempre terá tal chance, mas Kurt zero chances. O bacana disso tudo, é ver Rachel de uma forma de uma menina insegura. Apesar de toda confiança no palco, no fundo ela tem os medos de rejeição de qualquer outra pessoa, e é bonito isso, porque talvez seja o lado mais humano dela e talvez de onde vejamos a maior bondade no coração dela porque ao perceber que Kurt também gosta de Finn, foi como se houvesse uma trégua entre os dois e ela entendesse a dor de Kurt. Do encontro de Finn e Rachel, novamente a boa musica de Grease, e eu espero vê-los cantando a musica toda ainda ema algum episódio. Fora isso, ela viu que Finn gosta dela pelo que ela é, do seu jeito único e que não precisava de todo o lado “fatal” e sedutor, para impressionáa-lo.

O episódio ainda foi irreverente ao ponto de criticar sutilmente performances apelativas e enquanto eu via isso, fiquei pensando no quanto nos rendemos a mídia e somos ate fúteis quando Britneys, Madonnas, Jennifer Lopez, Pussycats e Lady Gagas atualmente fazem performances tão fúteis e ridículas e ainda assim muitos de nós ouvem suas músicas e cantam suas músicas, quando na verdade o que esse tipo de cantora tem a oferecer? Nada!!! É lógico que nesse mundo pop eu reconheço o talento de Beyonce e Shakira, mas ainda assim elas são tão apelativas como as citadas antes delas. É tudo irreal, tudo vendável, tudo comercial e tudo sexualmente apelativo, como se todos tivessem que ser gostosos, lindos e sedutores, quando sabemos que alguém tem muito mais a oferecer do que uma imagem banal. A mídia as fez, assim como faz a todos diariamente. Por isso se a intenção do episódio era mostrar que para se ter talento ou divulga-lo não é necessário estrelismo, nem teatro e muito menos ser apelativo ele provou isso ao mostrar o glee club cantando crazy in love, e logo em seguida sofrer uma dura humilhação ou melhor, uma grande lição de vida, ao logo em seguida usar a canção Imagine, cantada por um coral com deficiência auditiva mostrando que a simplicidade faz a diferença. A cena foi linda ainda mais quando Mercedes aparece cantando junto a eles. Perfeito! Talvez a mídia devesse oferecer mais dessa visão e assim muitos aprenderiam valores reais, que se levam á vida toda e não são desnecessários e efêmeros.

Sendo assim, eu que raramente concordo com Rachel, nesse episodio tive que concordar logo de início. Ela é a primeira a dizer a Will que eles não precisam de cabelografia, mas ele como sempre, se deixa levar pelos outros. Quando o Sr Will vai reconhecer o talento de seus jovens e acreditar neles? Já teve duras provas disso e continua errando. E é por isso que mais uma vez Glee fez bem a tarefa da semana, toda vez que a série parte pro lado emotivo, ela me atinge muito mais do que com qualquer momento engraçado. A idéia de irreverência da serie usada de modo cômico é excelente porque através dela ela mostra o que está certo, o que está errado. E pra finalizar um lindo final, simples, humilde e real, com emoção, com coração, com Tina finalmente tendo seu solo cantando a bela True Colors. E assim Glee vai aprendendo, Tina, Kurt, Mercedes e Artie cada vez mais tendo solos e se destacando, mostrando que a série tem muito mais a oferecer do que apenas os solos de Rachel. Um belo e engraçado episódio que tratou de questões que estão a nossa cara todo dia, sejam em músicas ridículas de Britney ou em letras românticas como True Colors ou ainda em profundas como Imagine, pois cabe a nós sabermos como agir com o próximo e com nós mesmos, cabe a nós nossas escolhas e suas conseqüências e acima de tudo, saber fazer boas escolhas, que geralmente vêem do coração. Talvez o principal é mostramos quem somos realmente, nossas “cores verdadeiras”, aquele negócio, ser você mesmo, sem vergonha no bom sentido, sem máscaras, de coração aberto, pois a melhor forma de entender alguem é quando o conhecemos de verdade. Mensagens como essas é que precisamos e Glee mostra isso perfeitamente.

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2 Comentários em “GLEE – HAIROGRAFY (1X11)”

  1. Bel Says:

    vc se esqueceu da dura q ele tbm levou da sue, q dessa vez falou a verdade, q ele não acredita no potencial dos
    seus alunos!!

  2. markinseries Says:

    Ola Bel. obrigado pelo comentario e por passar aqui.
    e muito bem lembrado sua nota, eu nem me toquei de escrever isso, na verdade nem passou pela minha cabeça. apenas falei de forma indireta ao questionar will sobre qdo ele ira acreditar no potencial dos alunos. mas vc esta certa, sue disse uma boa verdade, porque will sempre tende a se empolgar em certos momentos e e dae acaba desacreditando do talento do grupo.


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