GREY´S ANATOMY – Invest in love (6×08)

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Após um episódio cansativo e chato na semana anterior, Grey´s esta semana nos brindou com um belo e emocionante episódio. Talvez mais pelos casos dos pacientes do que pelos personagens em si, mas foi um bom episódio. Embora ainda considerem uma fraca temporada a atual, e de fato está mesmo, é preciso levar em contato as questões administrativas e profissionais mostradas até então, saindo do maior foco da série que são os relacionamentos, Greys nesta temporada 6, invade as salas administrativas, nos mostra as decisões quase sempre estúpidas de diretorias e assim vemos um outro lado da medicina, com a burocracia a vista de todos. De fato em hospitais tudo administrativamente as vezes se resume mais a economia e faturamento do que o paciente que está lá no leito. Mas o dinheiro, que muitas vezes pode dar a um paciente o tratamento mais caro e completo, não traz garantia que a vida dele seja salva. O dinheiro consegue mais afetar personalidades tornando seus egos mais infláveis quando se tratam de pessoas gananciosas. E infelizmente isso existe, pessoas assim existem, Grey´s mostrou um pouco disso, ao menos aos meus olhos nesse episódio, mas também sobre mostrar o que muitos médicos deveriam fazer e não fazem, o que muitos médicos deveriam ser e não são, médicos como Arizona, humanos, sensíveis e graças a Deus intocados pela corrupção.

Nesse episódio Arizona luta para salvar a vida de um menino, o que infelizmente ela não consegue. Em meio a isso os pais do garoto doam uma quantia exorbitante ao hospital que deixa a todos impressionados, especialmente um dos diretores administrativos que veste bem o papel de puxa saco falsamente se importando com a vida da criança (nossa, quantas vezes isso não ocorre nos universo hospitalar e é vergonhoso) e talvez o chefe vai percebendo o tipo de pessoa que vem se tornando, cercado de diretores antiquados, burocráticos e movidos a dinheiro. É fato que para um hospital se manter é algo extremamente custoso, ele tem que todo dia narrar contra a maré tentando conter gastos e muitas vezes trabalhando no vermelho, se formos ver a péssima saúde pública no país, o caso se agrava ainda mais pois os incentivos do governo assim como todo o pagamento efetuado a rede pública é inúmeras vezes bem menor do que o que o hospital gasta em seu dia a dia. O valor repassado pelo SUS seguindo certas cotas não é o suficiente e está longe do ideal, o que gera insatisfação da classe médica e torna inviável, hospitais manterem suas portas abertas. Mas ainda assim ele atendem, precariamente nem sempre por sua culpa, mas atendem, estando presos a uma estrutura maior e mal desenvolvida que é toda administração publica da saúde aqui no nosso país.

Mas voltando a Greys a série segue bem ao apresentar um lado que existe na medicina. E eu gostei do episódio mostrar a forma que o dinheiro atinge as pessoas. Arizona avisa que a cirurgia era inviável e mesmo assim é pressionada pela diretoria a fazer, já não julgo os pais da criança pois embora fossem pessoas ricas que têm tudo e não sabem ouvir não, o fator emocional que enfrentavam ameniza qualquer questão ligada a dinheiro com relação a eles. Mas com tudo isso Arizona faz a cirurgia e a criança não se recupera bem e acaba falecendo. A cena que os pais vão ver o menino já morto foi triste e tocante, encheu meus olhos de lagrimas e gostei quando o pai do menino que manterá a doação não pelo puxa saco do diretor mas sim por Arizona, de certa forma foi um reconhecimento pelo trabalho feito, embora o principal nenhum deles tenham alcançado, manter a criança viva. E Arizona sofreu muito com a perda e durante todo o processo, até discutiu com Callie por isso pedindo mais apoio. Mas no final talvez reconhecendo certas limitações de Callie, soltou um eu te amo a ela.

Sobre Arizona e Callie, honestamente não sinto Callie nem um pouco confortável no papel. A atriz é ótima, a personagem também mas não sei porque ela não me parece conseguir mostrar que é lésbica e ama outra mulher mas sim a sinto muito desconfortável nessas cenas, não me convence. Já Arizona é bem tranqüila no papel.

Cristina executa um processo não autorizado numa cirurgia, pois não era considera capacitada para isso e de fato ela não é uma cardiologista para tomar tal decisão. Isso gerou um conflito entre ela e o médico do Iraque (nunca lembro o nome dele), mas no final do episódio eles meio que se entenderam. Quando se trata de Cristina eu não consigo ou raramente consigo tomar as dores dela e entendeu seu lado, ela me parece muito mais disposta a provar que é boa, a conseguir se tornar uma cardiologista e luta tanto para participar de cirurgias cardíacas que é muito difícil para eu entender que o que ela fez nessa cirurgia em questão foi pelo paciente ou por realmente ver que a vida dele corria risco, a meu ver me pareceu mais uma ânsia por fazer algo cardíaco. Ah Jackson beijou Cristina, primeira investida de um dos novos residentes nos residentes do Seattle Grace, eu já estava achando estranho Shonda não criar laços amorosos entre eles. Mas Cristina reage bem e diz ao rapaz, que é comprometida.

Karev teve uma boa participação no episódio, graças ao método canguru salvou um bebê. O sumiço de Izzie se agrava ao Karev receber as contas do tratamento dela. Alem de lidar com sua dor pelo que ela fez, tem mais problemas financeiros no meio. Reed continua se aproximando dele, leva coice atrás de coice nesse episódio, mas no final consegue dobrar um pouco da aspereza de Karev e ele cede um pouco. Já havia sito mostrada uma cena onde Reed e Jessé falam sobre seus interesses em Karev e Cristina. Lexie e Sloan tiveram uma cena chatíssima no episódio falando de festas surpresas, totalmente dispensável tal cena e Derek ainda sofre a indiferença do chefe que não fala com ele após a suposta demissão.

Enfim, a temporada ainda segue inexpressiva, sem grandes fatos ou acontecimentos. Como eu disse acho ótimo essa visão de Greys do lado mais profissional da coisa, mas por outro lado, Greys se destaca mais quando vai pro lado novelão e aborda os problemas amorosos dos residentes. Mas apesar disso não estão sendo episódios chatos ou tão desmotivantes assim, gostei da entrada dos novos residentes e talvez eles consigam mais a frente dar maior fôlego a trama, Reed e Jackson têm potencial para cair no gosto do público, uma pena Sarah Drew não estar mais junto também. Não sei se Izzie pretende sair do seriado, ou se Reed e Karev é só mais uma trama para apimentar o retorno de Izzie quando ela voltar, mas mesmo adorando Izzie, se ela sair agora, eu não ia me importar tanto já que Reed e Karev estão combinando. O complicado é apenas esquecer as juras de Izzie e Karev e o emocionante casamento dos 2 na temporada passada. Mas infelizmente seriados sofrem com isso, jogam uma idéia de um casal por n temporadas, mas quando ocorrem saídas no elenco, essas séries têm que começar do zero e nos convencer novamente que o casal não era tudo aquilo, que existirão novos amores e assim vai. Como não leio spoilers não sei informar o destino de Izzie e Karev.

Bom episódio, bonito, boa mensagem que o dinheiro não compra tudo, bom exemplo da influência do dinheiro nas ações das pessoas, como afetam seus julgamentos e o que podem se transformar. Mas bom e melhor exemplo ainda quando algumas pessoas não são atingidas por isso. Nova mensagem de que as perdas ainda podem ocorrer e só nos resta aceitar isso e encontrar uma forma de continuar vivendo. Uma visão que relações também não sai fáceis, as vezes um está gritando por socorro e pedindo apoio e o outro não vê, mas fica aí uma compreensão da limitação de todos. É lógico por todos são humanos e na hora h você sente raiva por estar mal ou com um problema e ainda ter que avisar para pedir algum conforto, mas todos sua vida, seu dia a dia e percepção das coisas, pra alguns as vezes demorar a chegar. Gostei do episódio, assim como os anteriores ainda não são os tipos de episódios que te façam esperar ansioso pelos próximos, mas é como ver algo sem se apegar tanto, por pura distração quando chega um novo episódio e o surpreende. E sem dúvida, Invest in love, mostrou as diversas formas para se investir no amor, mostrando um pouco de tudo que fazemos por amar alguém, seja da forma certa, errada, doce, forte, seja um amor por um filho, por alguém especial mas tudo na forma de amor, e como sempre na vida há riscos, amar alguém não significa que pode dar certo, é um risco a correr, como infelizmente mostrado aos pais do menino quando o perderem, mas amar talvez seja assim, você ama, se entrega, faz tudo o que pode, e o mínimo que pode fazer além disso tudo é acreditar que será amado em troca.

 

 

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