BROTHERS & SISTERS – Zen and the Art of Making Mole (4X06)

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Brothers & Sisters veio com mais um bom episódio nessa temporada, talvez não tão marcante ou forte como os anteriores, mas ainda assim bom. Um episódio que mostrou o quanto é difícil em analisar certas escolha da vida, atitudes passadas que definiram muitos sentimentos atuais, traumas que ficaram, novas atitudes tomadas no presente. E como é difícil tocar nessas feridas, como é difícil o ser humano se abrir a tal ponto com alguém próximo e falar de seus temores, dos erros, acertos e tentar curar o que ficou machucado. E justamente por isso o episódio comoveu em certos momentos e trouxe mais alguns ensinamentos. Na escola da vida estamos sempre aprendendo, talvez algumas aulas perdidas no passado façam falta hoje, alterem o futuro, mas mais cedo ou mais tarde aquela lição te pega de jeito e você aprende na marra ou pelo menos descobre certas causas que te colocaram em tal posição no presente e te permitem analisar como seguir adiante.

O episódio trouxe Tommy de volta, mas antes de falar dele vamos a Scotty e Kevin. A história da mãe de aluguel ainda considero chata e fraca, preferia uma adoção mas escolheram esse tema então vamos nos focar nele. Tanto Kevin e Scotty tiveram suas parcelas de erro e acertos, Scotty a meu ver empolgado demais com sua amiga a ponto de esquecer dos riscos e Kevin cético demais a ponto de ser mais razoável. Mas ele é um advogado, então normal ter o pé atrás sempre. Kevin elabora um contrato para Michele assinar e isso gera conflitos entre todos. Mas apesar da forma nada agradável de anunciar o contrato mais suas cláusulas ele estava certo. Scotty estava cego demais. Mas a cena que valeu o episódio para Kevin foi quando ele abre seu coração a Michele, fala dos problemas de Tommy e do quanto quer proteger seu filho, algo que amolece a decisão de Michele e a faz voltar atrás e continuar sendo a doadora. Além disso, foi um grande passo para Kevin ceder a tal ponto, reconhecer sua implicância e fazer algo em prol de Scotty. Mesmo assim temo por futuros problemas com Michele, ainda considero Kevin um pouco correto em ter suas dúvidas.

Sual pegou finalmente Ryan com a mão literalmente na massa ao procurar documentos de Holly, que anda cheia de problemas ao perder seu dinheiro. E embora Ryan tenha despistado Saul, espero que o irmão de Nora tenha percebido a cobra que mantém ao seu lado. Mais tarde é revelado as reais intenções entre Ryan e o cara que quer sabotar a Ojai. Ele chama Holly para comprar suas ações e eu temia que eles fizessem um acordo e se unissem para destruir os Walkers, mas Holly apesar de tudo parece mudada e o caminho escolhido foi outro, ela não aceita a negociação. Apesar de tanto falarem mal de Holly eu gosto dela, pois conviver com os Walker não é fácil.

Sarah se vê obrigada a contar a sua filha sobre o seu francês e a menina que tanto achei chata a série toda, me surpreende, e apóia a mãe. Ainda não sabemos nada sobre Luc, quem é, o que faz da vida, o que tanto quer com Sarah, a princípio a idéia é a de um cara apaixonado que foi atrás da pessoa que ama, mas me sinto com o pé atrás ainda igualmente Sarah se sente. Mas torço pra que ele continue esse cara bacana e dê a Sarah uma chance de ser feliz. Que ela volte a acreditar em relacionamentos, que o amor pode dar certo e que todos merecem essa chance tão única e especial de ser feliz ao lado de quem se ama. Acho muito bonita essa história de Sarah e por mais cinematográfica que seja pela até então perfeição de Luc, só a cena que ele diz a ela que ela cuida de todos e agora ele está lá para cuidar dela, porque ela precisa ser cuidada também fez com que eu pensasse, vai fundo Sarah, é o cara. Ela passou por tantas coisas na vida, assim como muitas pessoas por aí, quantos amores perdidos, tempos dedicados que viraram pó, tanta esperança e amor doados e de repente tudo se vai, e fica apenas o vazio e um coração machucado lutando para seguir em frente, mesmo quando se ama tanto alguém e ver Sarah feliz e receosa, parece um sentimento tão comum, da vivência de todos e por isso entendo o que ela possa estar pensando e sentindo. Mas por mais forte que Sarah seja, durona ou uma grande empresária que toma decisões importantes e arriscadas a cada dia, talvez a decisão mais difícil seja essa, onde não há estatísticas ou cálculos precisos que indiquem essa relação vai dar certo, ame que o amor vai terminar bem, porque não há como prever o coração humano, nem as decepções que alguém venha a te causar, assim como não como prever o quanto alguém agirá certo com você e poderá fazer feliz, portanto mesmo um coração machucado precisa se abrir a vida novamente e buscar essa oportunidade.

Rebecca e Justin não tiveram nenhuma história nesse episódio, até imaginei algum conflito entre ela e Tommy mas não ocorreu e o ponto alto do episódio foi o retorno relâmpago de Tommy. Descobrimos suas marcas do passado onde se sentia tendo que ser o filho sempre perfeito de Nora, assim como Nora reconheceu que talvez tenha entregado Tommy mais a William do que dado atenção a ele como deu aos demais 4 filhos. E aí está um ponto tão crucial e duro do episódio pois foi tremendamente dolorido para Nora ver isso, como foi para Tommy dizer. O excesso de proteção de Nora ao querer ser uma super mãe e fazer tudo pelos filhos as vezes a deixa cega a ponto de não ver que tem certas coisas que eles precisam resolver sozinhos, como mãe bastaria um abraço e um conforto ao final de tudo. Tommy voltou e revela que ele e Julia estão se divorciando e que Julia não o quer perto de sua filha, Elisabeth. De fato não gostei de após tantos erros e besteiras que Tommy fez, ele parecer mais uma vítima nesse episódio e Julia o carrasco. Mas o episódio teve tempo de concertar isso quando Kevin justifica o que Julia passou e o porque de agir assim. Ao final Tommy vai embora e ao invés de voltar ao México, vai para Seattle, para ficar perto da filha. Se esse foi encerramento da saga de Tommy e Julia na série não sei dizer, mas foi uma forma de concluir a hisória do casal e deixar pontas abertas para um retorno. Eu gostava de Julia e é uma pena não tê-la mais na série, mas assim como na vida real, dificilmente quando casais se separam eles mantém algum contato com a família do seu ex marido ou ex mulher.

Um episódio bom, cenas bonitas, especialmente quando Kitty fala do que sentiu quando voltou de NY para casa, todos iguais e ela diferente. Mas com Tommy eu senti que ele percebeu que a vida de todos andava pra frente e estavam diferentes e ele na mesma, com exceção da dura luta de Kitty contra a doença mas depois de mais um jantar famoso pelas discussões na mesa dos Walker, percebemos que tudo está igual para Tommy. A série se mantém estável, e mostra quando se trata de drama ela sabe bem percorrer esses trilhos e senão foi bom ou forte como os episódios passados, ao menos trouxe um pouco de emoção, o que BS costumava fazer tão bem. Mais que mostrar apenas os dramas dos personagens, mostrou a nós algumas lições de como percorrer nossos caminhos deixando reflexões sobre nós mesmos, sobre o que sentimos e de como devemos agir.

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