UGLY BETTY – The Butterfly Effect Part 1 and 2 (4×01 e 4×02)

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Ugly Betty voltou, e eu já estava com saudades da feia mais bela da tv. Rss… Achei a 1ª temporada de Ugly muito bacana, uma finale sensacional, definitivamente a série havia me cativado. Então veio a 2ª temporada e também achei muito divertida e excelente até a metade, porque após o seu retorno (após a greve dos roteiristas) não sei o que aconteceu, mas os episódios foram mornos, fracos e a série parecia sem assunto, meio perdida. E pior, a audiência sentiu isso e a temporada 3, embora com muitas coisas engraçadas, teve uma premiere péssima, negando tudo que foi apresentado em duas temporadas. Logicamente que certas mudanças e novos caminhos para Betty eram necessários e até funcionaram, mas a temporada 3 foi apenas regular, sem prender muito nossa atenção e meu pavor ao ver o início dessa 4ª temporada foi de não lembrar de quase nada que ficou no ar na finale e muito menos da trama da temporada anterior. Isso me fez perceber que Betty realmente fez uma temporada ok mas nada marcante que gerassem comentários. E a 4ª premiere da série, divertida em muitas cenas, tocante em outras fez um bom início de temporada, mas será que foi suficiente para continuarem assistindo?

O foco do episódio foi a tal promoção da Betty como editora. Ela teve problemas para ser aceita pela equipe, especialmente pela proteção de Daniel e principalmente por seu desafeto com Matt na temporada passada. Como chefe dele, ele descontou toda sua mágoa o máximo que pode. É de se entender né, ele gostava muito dela, a ajudou um monte e a pega beijando o chato sem sal sonolento do Henry que não sei porque voltou temporada passada. Betty consegue uma idéia para a revista, mas no desenrolar do trabalho não consegue concluí-lo. Mais uma vez se vê dividida entre avançar e continuar ajudando Daniel. De fato a amizade dela por Daniel é muito bonita, e sendo Betty uma pessoa boa, lógico que ela não iria abandoná-lo justo nesse momento após a morte de Molly. Mas como já dito, ela prejudicou seu trabalho ao ajudá-lo. Ao final, Daniel fala da raiva que sente por sentir-se impotente, ainda fragilizado pela morte de sua mulher, e diz a Betty para não ter medo de mudar, uma vez que ela já mudou muito segundo ele mas nunca perdeu sua essência.

Justin tem uma boa participação no episódio. Acho incrível a delicadeza da série ao tratar de um assunto tão difícil e tão incomummente abordado na tv, ao retratar um garoto com problemas pelo seu jeito de ser diferente, que chama atenção na escola e vira alvo do deboche dos outros. A analogia da entrada dele no 2º grau assim como Betty em seu novo cargo foi perfeito. Justin procurar Mark, alguém que já sofreu tudo que ele sofre agora foi bonito. Hilda tentando ajudar o filho, aflita por não conseguir também nos deus boas cenas no episódio, primeiramente junto ao seu pai onde ele diz a ela que quando ela era adolescente ela dizia que ele não a entendia, como hoje Justin diz a ela. A cena que agradece e pede ajuda a Mark, reconhecendo que ele pode ajudar Justin também foi legal, e principalmente a cena que ela emocionada conversa com o filho mostrando todo seu apoio e amor.

Amanda teve um destaque pequeno, mas como sempre roubando cenas, eu simplesmente adoro suas caras e bocas. Mas enfim, sua história se limitou a nova assistente de Daniel, a divertida Kristen Johnston da saudosa 3rd rock from de sun. Essa história serviu para Amanda pensar no que fazer de sua vida, vendo que apenas sua beleza não basta. E como sempre, sempre que Mark e Amanda se juntam, para debochar de Betty, tudo fica mais divertido. Destaco a cena que Betty procura Amanda sentindo-se sem amigos e Amanda a apóia até Mark chegar e na frente dele finge maltratar Betty.

Wilhelmina que terminou a temporada passada num mistério sobre quem estava no seu apartamento, o que todos pensamos ser Connor, pra mim teve de longe a pior história. Sua filha Nico voltou, numa atriz não convincente e pelo visto possuída por outra personalidade, numa história de assassinato pelo que entendi, para lá de entediante. A primeira atriz que fez a filha de Wilhelmina desafiava a mãe, era mais rebelde, personalidade forte e essa ae parece que foi abduzida, fora essa péssima história criada. Mas acredito que Connor deva ser algo a ser abordado ainda pela personagem.

Fora isso, linda cena das borboletas com Betty. Divertida a cena de Betty perseguida por todos na revista. A série dá pistas da possível transformação futura de Betty, de ugly for beautiful, além de avançar na conquista de seu sonho profissional, o que acredito já ser o tempo de ocorrer, pois com a enorme queda de audiência na temporada passada, e a péssima de início nessa temporada, Betty Suarez tem tudo para se despedir nessa temporada. A ABC já falou que a série não é mais um hit por isso a mudança para as noites de sextas, mas o canal mostrou um certo reconhecimento pela série, dando a ela possivelmente uma chance de concluir suas histórias com essa temporada e não encerrando sua trajetória sem final.

Enfim, Betty já foi muito melhor, mas eu ainda simpatizo com a série, por mais que não seja a série para se comentar ou te fazer esperar ansioso pelo próximo episódio, ela ainda diverte, sem dúvida Mark e Amanda roubam cenas, e apesar de todo lado cômico, quando tem que emocionar, ela acerta em cheio. Betty já nos deu lindas cenas dramáticas, e acho que uma das coisas da série que me toca é a questão família, a união dos Suarez, acho uma bela mensagem a ser mostrada. O episódio foi generoso o bastante para lembrar de Cristina, a grande amiga de Betty e acertou bem a lição de casa com alguns pequenos deslizes, mas quem viu Betty até aqui né, acredito que continue dando chances a série para vê-la até o seu final. Falei de cenas dramáticas e preciso citar então a cena mais linda e marcante que já em Ugly Betty e sem dúvidas uma das mais emocionantes na história dos seriados, me refiro a cena final do primeiro episódio da segunda temporada, onde acreditamos que Hilda está com Santos vivo no episódio todo e de repente a vemos sozinha num quarto escuro chorando dizendo he´s gone, he´s gone. Foi uma das cenas mais linda que já vi, então após algo tão emocionante e marcante assim, não tem como abandonar Betty.

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