BROTHERS & SISTERS – Almost Normal (4×03)

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Brothers & Sisters veio com mais um forte episódio e bem dramático. Também com a doença de Kitty não poderia ser diferente disso. Várias cenas marcantes, muitas discussões, como sempre quando se trata da família Walker. Novas histórias são apresentadas, os personagens seguem seu caminho e com isso a série vai dando continuidade as tramas propostas nessa atual temporada.

Um episódio especial, que trata entre diversas questões, a da superação diante de obstáculos que a vida nos apresenta, tenta mostrar um pouco de como continuar vivendo quando surpresas desagradáveis surgem pelo caminho além de nos ensinar e mostrar como somos sensíveis, por vezes até fracos quando se refere ao nosso corpo, ou como infelizmente por vezes há coisas maiores, que fogem a nosso controle e não temos como alterar isso por mais que queiramos. Resta aprender a conviver com isso e continuar lutando, acreditando em dias melhores e na superação que está dentro de nós. Sair de um corpo fraco ou melhor, fragilizado e trazer sua alma forte para fora.

Kitty recebe maiores informações sobre seu câncer e precisa decidir entre 2 tratamentos, um mais convencional e outro mais radical e forte. Com isso as questões de convivência entre Robert e Norah novamente vêm a tona e os 2 expõem seus conflitos de ideais e opiniões a respeito um do outro. Como de costume, cenas e palavras fortes entre ambos. Ao final os dois meio que se entendem, e buscam uma convivência pacífica em prol de Kitty. Ela e talvez nós agora, finalmente entendemos o drama de Robert com sua saúde temporada passada e em sua luta de tentar levar uma vida normal e não se abater com o acontecimento. Kitty mesma, diz isso ao marido, que finalmente entendeu o porque dele ser teimoso e relutante. Como Kitty diz a Rebecca, tudo pode mudar num instante, talvez um dos nossos maiores medo, pois tudo que conhecemos e sentimos, a forma que vivemos pode ser bruscamente alterada, em situações maiores interrompidas.

Quando se trata de câncer e o episódio mostrou isso, é como se o relógio parasse, nada mais importa, nada mais faz diferença, é como se essa palavra ficasse 24h na nossa cabeça, acordamos pensando nisso e vamos dormir pensando nisso. Kevin retratou bem isso ao falar com Scoty para deixar a idéia do bebe para depois, pois Kitty toma conta de seus pensamentos agora. Assim como rebecca numa bela cena com Justin onde pensam em adiar o casamento. De fato, essa maldita doença tem esse estranho poder sobre nós humanos, tudo para, tudo se torna menor e menos importante, o foco agora é essa luta, vence-la e em meio a isso continuar vivendo, tentando isso de forma normal como outras pessoas.

Já Kitty faz de tudo para não deixar o relógio parar e continuar levando uma vida normal e querendo que todos levem essa vida normal, tanto que fala a Justin e Rebecca que não adiem o casamento, pois ela precisa disso. É difícil demais, eu ainda acho que o relógio para e o restante são distrações nessa luta intensa de se manter uma vida como antes.

Justin começa suas aulas mais intensas no programa de medicina, o professor fala dos motivos de sucesso de cada aluno e entre eles joga a idéia de que um bom companheiro de laboratório é uma das chaves do sucesso. Isso amedronta Justin, uma vez que seu colega parece muito mais capacitado, e por fim, vemos um grande momento de superação de Justin, já abalado pela noticia de Kitty, sem poder ter estudado para essa aula, seu colega de classe passa mal ao ver um cadáver e Justin consegue encoraja-lo a seguir. Justin precisou enfrentar a dor sobre Kitty, por azar o seu primeiro cadáver em classe, morreu de câncer, e foi dele que vieram as palavras para seu amigo voltar a classe, relembrando as mortes que viu no Iraque, a dor da irmã e o quanto ele precisa fazer essa faculdade dar certo. Justin que sempre é tão criticado por todos, finalmente nesse episódio mostrou a que veio na série.

Já a relação dele com Rebecca segue estável, embora eu ainda ache que o casamento trará problemas, uma vez que medicina exige quase que tempo integral e agora com Kitty doente, fazer esse casamento acontecer, parece a menor das prioridades e difícil de se realizar. Vamos ver como essa história será abordada.

Scoty percebe o jeito de Kevin com o trabalho e o pressiona no inicio do episodio com um programa pelo que entendi de criação/monitoramento de bebes, uma espécie de bebe virtual e o que desencadearia uma discussão entre os 2, é freado pela noticia de Kitty. De fato por mais que critiquem Scotty pelo que ele fez, eu ainda fico do lado dele, acho que minha falta de simpatia por Kevin desde o inicio da serie, e essa ligação extrema dele com o trabalho, afetam minha imparcialidade, pois nunca gostei de pessoas que vivem mais para si mesmas e o trabalho, do que para seu companheiro. Por fim há uma bela cena de entendimento entre os 2 no final do episódio.

Saul e Holly conhecem o homem misterioso do episodio passado, da cena com Ryan e é mais um problema do passado causado pelo patriarca dos Walker. E pelo visto esse homem vem com tudo para destruir a empresa, e mesmo sem Ryan aparecer, fico imaginando como Saul está cego ao ajudar esse garoto. Holly como sempre já percebeu que esse homem não presta, seu faro profissional já a alertou sobre esse Dennis e como ela mesma disse o ideal é manter seus inimigos por perto, e ironicamente Saul concorda com ela, uma vez que ele voltou a Ojai justamente pra fazer isso. Todos reclamavam que Saul não tinha muitas historias e apareceu pouco na temporada passada, e eu honestamente ate preferia assim do que essa historia chata de Dennis. Mas é provável que isso se transforme em algo mais interessante a frente já que envolve Ryan.

Enfim, episódio de fato para ser bem emocionante, a cena do jantar onde Kitty revela a todos sobre sua doença foi forte, com Kevin e Saul chorando, a cena final quando todos vão a casa dela foi bacana assim como bela a cena onde Sarah finalmente reaparece a abraça a irmã. Realmente um episódio para ser bem emocionante, mas eu ainda não consegui me envolver com Kitty e essa história, talvez por saber que ela é a protagonista principal da serie, e imaginar que ela não corre riscos reais de morrer por isso, ou seja, que apesar da gravidade dessa doença ela funcionará mais como um drama para o casamento já fragilizado de Robert e Kitty e um possível entendimento entre eles, assim como uma forma de Robert se focar no que realmente importa, sua família e não a carreira, eu ainda não fui tomado por esse drama de Kitty. Não me parece uma história tão forte já que todos sabemos que não há risco real de fato.

Enfim acho que ando muito critico, porque embora eu adore Brothers & Sisters, embora sempre espere pelo próximo episódio, ainda acho que a melhor fase da serie, foi no mistério inicial envolvendo Rebecca, e na ótima segunda temporada. Após sabermos que ela não era irmã dos Walker, as demais tramas não considerei tão interessantes. Mas é uma série que sabe fazer rir quando quer, sabe arrancar lagrimas quando quer também, e então é o tipo de serie que não se deve desistir, pois de uma maneira muito legal, sabe retratar aspectos da vida, sempre com emoção.

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