GREY´S ANATOMY – I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me (6×03)

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Não há muito o que falar do segundo episódio da sexta temporada de Grey´s Anatomy, pois foi um daqueles episódios que não mudam muita coisa. Não costumou me irritar como é do feitio de Grey´s, muito menos me emocionar. Mas foi bem interessante, uma trama bem real aos dias de hoje. Num mundo onde empresas engolem outras empresas, onde fusões determinam o destino de funcionários, esse episódio de Grey´s soube abordar bem o sentimento que paira numa instituição quando isso acontece.

Estavam todos lutando por seus empregos, mesmo que nada do que fizessem naquele dia fosse mudar o destino das decisões, pois a decisão de quem ficaria ou sairia, não foi tomada tendo vista aquele dia de trabalho, como Derek disse, tudo era uma questão financeira.

Izzie enfrentou uma cirurgia de 5 horas mesmo sabendo que ainda precisa se cuidar. Cristina usou Arizona achando que teria alguem para salvá-la, e gostei da dura que Arizona deu nela. Meredith estava tranquila em meio a isso tudo. Lexie também nervosa, tentando provar que merecia sua vaga. Alex preocupado com Izzie. Callie pensando numa vaga em Portland, o que Arizona ao fim do episódio não concordou. Ou seja, todos desesperados, tentando salvar sua pele. Chefe e Derek discutiram feio, entendo o lado do Chefe ao ter que tomar decisões sobre as demissões, mas também acredito que faltou a ele uma posição melhor e que imformasse a todos o que poderia acontecer e não deixasse a situação se transformar em paranóia como ocorreu. De bonitinho mesmo no episódio o cuidado de Alex com Izzie, especialmente a cena que ele dá os remédios a ela e a cena final quando ele diz que não poderá ser seu enfermeiro.

Uma das coisas que mais me incomodou em Grey´s foi essa sede de cirurgias, a forma que esses residentes agem. Não é como se pensassem no paciente, nas famílias do paciente, mas apenas em si mesmo e na bendita cirurgia. Com o passar de 5 temporadas achei que isso mudaria um pouco mas pelo visto não, Cristina é a pior nesse aspecto, por isso gostei da lição que levou de Arizona, já era tempo dela ser mais humana e menos ambiciosa.

E hoje quantas vezes já não vimos amigos nossos nessas situações de emprego, ou nós mesmos não passamos por isso, não é. A insegurança do mercado de trabalho, a capacitação cada vez maior, a concorrência nos dá dias como esse do Seattle Grace de paranóia. É interessante e triste ver como que as vezes tantos anos dedicados a um lugar, não apenas por amor, mas as vezes por pura necessidade financeira, pode-se ir de um minuto a outro. Todo trabalho, esforço e reconhecimento ao invés de vir numa promoção vem em forma de demissão. Tudo porque uma certa empresa, um certo alguem que nunca viu você trabalhando decide seu destino, ou traz alguem novo no seu lugar.

Trabalho deveria ser algo feito com amor, fazer o que gosta, mas nos dias atuais é muito mais fazer porque preciso. Achar o que realmente gosta e viver disso, as vezes parece um sonho distante. Mas a idéia é continuar tentando e nao desistir nunca.

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